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sábado, 25 de julho de 2009

Falling asleep in the Northern Line

O que Bloc Party, Kid Bristish e Jamie T têm em comum?
Além de serem ingleses, as bandas e o cantor falam sobre a Northern Line em suas músicas.
A Northern Line é uma das 12 linhas do metrô de Londres. Apesar do nome, não atende apenas ao norte da cidade. Suas 50 estações divididas em 6 ramos (sim, trens da mesma linha no mesmo sentido fazem caminhos diferentes) a atravessam de sul a norte. É a linha que leva até Camden Town, bairro onde você pode encontrar sarjetas sujas de vômito da Amy Winehouse. Veja o mapa aqui.

Na canção Waiting for the 7.18, o Bloc Party reclama da Northern Line. Fala que ela é barulhenta.

Bloc Party reclama do barulho da Northern Line.

Escute Waiting for the 7.18 aqui.

Já a banda Kid British, natural de Manchester, se perde pela Northern Line (e pela cidade inteira) na música Lost in London. Mas a conexão entre Kid British e a Northern Line vai muito além. Afinal, eles já foram até expulsos dela.

Kid British (perdida) no metrô!

Escute Lost in London aqui.
Jamie T conhece bem a Northern Line e costuma tirar cochilos em seus trens. Foi Jamie quem foi mais longe, já que sua música se chama Northern Line!

Jamie T não pode fumar, mas pode dormir na Northern Line.

Escute Northern Line aqui.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Fucking Croissant

Essa é a frase de abertura do cd “Panic Prevention” de Jamie T e já mostra o tom divertido que acompanha todas as canções do álbum de estréia, que têm como principal tema as festas e as bebedeiras do jovem cantor e compositor.
Jamie tem 22 anos e vem do Sul de Londres, da parte da cidade mais famosa pelo tênis do que pela música, Winbledon. Ele está na cena musical local desde meados de 2006 quando lançou seu primeiro single, "Sheila". Desde então, já lançou um ep, mais alguns singles e o esperado cd de estréia.

Jamie T cantando é uma mistura de cuspe, uma espécie de sotaque jamaicano e energia, muita energia. Por incrível que pareça, uma mistura que envolve até chuva de saliva, deu certo. O ritmo (outra mistura inusitada) tem influências do ska-punk e do rap, e desde a primeira batida, leva até os mais tímidos a quererem dançar (nem que seja apenas com a pontinha dos pés). O sotaque com complexo de Bob Marley é rapidamente perdoado com a declaração de amor a Londres (e às suas festas) que se mostra nas letras. Jamie compõe todas as suas músicas tendo a capital como pano de fundo de narrativas caóticas. Trafalgar Square, The Strand, Camden Town e as margens do Tâmisa marcam presença e traduzem com habilidade as bêbadas noites londrinas de personagens como Sheila, Stela, Georgina, anônimos e, bem, ele mesmo.

Mas não é só de festa e bebida que um músico vive. Apesar de ter contrato com a poderosa Virgin Records, Jamie tem a sua própria gravadora – Pacemaker Records – que acaba de assinar com Adele (cantora e compositora de vozerão e fantásticas ambições de criar um super grupo feminino com Kate Nash, Amy Winehouse e Katie Melua). Além disso, Jamie já fez parceria com a onipresente Lily Allen. A música “Rawhide” conta com a agradável voz da moça nos backing vocals e foi lançada como b-side do single de “Sheila”.

As músicas mais legais: Calm Down Dearest, So Lonely Was The Balad e If You Got The Money.

Ps: Eu sei que eu já postei esse texto em outros lugares e já o usei como trabalho da faculdade, mas eu sou a favor da reciclagem. Me processe.

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