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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Wasted AMERICAN Youth

A série mais legal da Inglaterra vai perder um pouco do sotaque britânico, mas vai ganhar versão americana. Estou falando de Skins, que acabou de ter seus direitos comprados pela MTV americana.
A trama vai deixar Bristol e desembarcar em Baltimore, Maryland. Contudo, a MTV promete manter a autenticidade da série, que costuma mostrar cenas de sexo e de consumo de bebidas e drogas. Além disso, mantendo as características do projeto inicial, contratará atores e roteiristas jovens e desconhecidos.

Elenco da primeria geração de Skins.

A produção será supervisionada por Jamie Brittain e Brian Elsley, co-criadores originais de Skins. Além de comandarem o time de roteiristas, os dois também serão produtores executivos da nova versão.
Na Inglaterra, Skins está passando pelas filmagens de sua quarta temporada, que deve estreiar em janeiro de 2010.

Mais sobre Skins? Aqui.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Juventude à flor da pele (?)

Ontem, dia 22, foi a estréia da terceira temporada da série Skins, que está no ar desde 2007. Aqui no Brasil, aquele moço chapado contratado para traduzir nomes estrangeiros resolveu chamá-la de Juventude à Flor da Pele.
A HBOplus exibe atualmente a segunda temporada do programa, mas sem horário fixo. Ou seja, quando dá na telha deles, o que é uma pena.

Na teoria, Skins é uma espécie de Malhação inglesa: uma mistura de drama e comédia (sim, isso é possível) que trata da vida de adolescentes. Contudo, as semelhanças entre os dois programas ficam apenas na teoria, já que a produção inglesa faz a brasileira parecer uma canção de ninar, não apenas pelo teor dos temas tratados (e literalmente mostrados), mas também pela densidade de seus roteiros e personagens.
Os roteiristas da série tem uma média de idade de vinte anos e não se preocupam em ser politicamente corretos. Ou seja, você nunca verá um personagem pedir “uma rodada de suco para a galera”.

Após duas temporadas emocionantes (tentativa de suicídio, gravidez precoce, transtorno alimentar, desestruturação familiar, consumo de todo tipo de droga, atropelamento, relacionamento amoroso com professora, morte, homossexualismo, constante troca de casais e muitas, muitas festas) e muito bem sucedidas, a emissora E4, responsável pela série, tomou uma medida drástica: dispensou todos os seus protagonistas.
Apenas personagens secundários (ou até terciários [?]) permaneceram. A nova protagonista, Effy, por exemplo, teve apenas uma fala na primeira temporada. Seu papel cresceu na segunda, já como uma espécie de preparação para a ligação que ela faria entre os novos e os antigos personagens no futuro.
Apesar de não ter mais nomes relativamente conhecidos em seu elenco como no início (Nicholas Hoult, o menininho de Um Grande Garoto, e Dev Patel, o protagonista do filme queridinho do Globo de Ouro e do Oscar, Slumdog Millionaire), o primeiro episódio da nova fase da série não decepcionou e contou com “adultos” tão idiotizados que justificariam o comportamento “à flor da pele” dos jovens.


Apesar da aparente superficialidade e inversão de valores da série, ao longo do tempo, explicações e justificativas acabam se mostrando. Todos têm neuras, vícios, defeitos e qualidades, assim como os seus amigos de carne e osso. Talvez seja esse o encanto de Skins. Seus personagens são tão humanos que nos lembram de nós mesmos e de nossos amigos.

É claro que você e seus amigos de carne e osso não freqüentam tantas festas sensacionais, nem usam roupas tão legais (futuramente, farei um post sobre a moda de Skins *-*), nem têm aquele sotaque britânico que dá vontade de beber (?).

Assista aqui uma espécie de trailer da terceira temporada de Skins.

ps: O jeito mais fácil de assistir Skins é baixando pela internet e se convencendo de que você não sabe inglês ao escutar o sotaque de Bristol.

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