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domingo, 17 de janeiro de 2010

S2A x KOL

Bom, já que ainda estou nesse assunto... No próximo dia 25 começa a venda da coleção que o Kings Of Leon elaborou para a grife francesa Surface To Air. A S2A x KOL traz um pouco do estilo deep south da banda (KOL vem do Tennessee), no melhor sentido possível: jeans, camisa xadrez, jaqueta de couro e lencinho.

Kings Of Leon


As peças poderão ser adquiridas tanto no site da Surface To Air quanto no do Kings Of Leon. Além disso, também estarão à venda nas lojas da marca, em Paris e (pasme) aqui em São Paulo.


Kings Of Leon + Surface To Air

Veja as outras peças aqui.



Kings Of Leon não foi o primeiro grupo de músicos a trabalhar com a Surface to Air. Há quase dois anos atrás, em abril de 2008, o Justice elaborou dois modelos diferentes de jeans e três de jaqueta de couro para a loja.
Justice


Justice + Surface To Air



Veja as outras peças aqui.

sábado, 20 de junho de 2009

Faz o MGMT!

Falam que a imitação é o maior sinal de que o que você faz é bom. Se for assim, a banda americana MGMT pode se considerar consagrada.
Sim, esse é mais um post da série covers.

Victoria Hesketh, mais conhecida por seu stage name Little Boots, gravou uma espécie de versão acústica da mais famosa música da banda, Time to Pretend. Kaiser Chiefs também fez o seu próprio cover da música.

Kaiser Chiefs fez a sua própria versão de Time To Pretend.

Escute a versão de Little Boots e a versão dos Kaiser Chiefs para Time to Pretend. Escute a música original.

Katy Perry e Justice fizeram as suas próprias versões de Electric Feel. A de Katy é acústica e a do Justice ficou ainda mais propícia à dança.

Katy Perry fez uma versão acústica de Electric Feel.

Escute a versão da Katy e a do Justice. Escute a versão original de Electric Feel.

A música do MGMT que mais foi copiada, no entanto, foi Kids. The Kooks a cantou com seu sotaque inglês, fazendo toda a diferença. Jack’s Mannequin, o projeto paralelo do vocalista do Something Corporate Andrew McMahon, deixou a música mais calminha e com uma presença mais forte do piano.
Weezer vem tocando Kids em seus shows há algum tempo e foi a banda que fez o cover mais legal da música. No meio da canção, eles começam a tocar outro cover, Poker Face da Lady Gaga. Pode parecer sem sentido, mas fica bem divertido.

MGMT + Lady Gaga = Weezer

Escute a versão do The Kooks, a do Jacks’s Mannequin e a do Weezer para Kids. Escute a música original.

Mais covers?

Faz a Rihhana e a Katy Perry!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Do the C.O.K.E.

A dupla francesa Justice, em parceria com o artista plástico So-Me, criou uma garrafa de Coca-Cola para uma edição especial do refrigerante. Além da garrafa ser vermelha, ela tem o desenho de uma boca e a frase “Do the dance” em letras divertidas.
“Do the dance” é o refrão de D.A.N.C.E., a música que fez a dupla conhecida.
A garrafa vem dentro de uma caixa que imita uma pick-up e também foi criada pelo Justice.

Garrafa de Coca-Cola e sua caixa, criadas pelo Justice.

Pelo preço módico de 50 Euros, essa Coca-Cola pode ser sua! A venda da edição especial acontecerá apenas na loja Colette (aqui do lado, em Paris) e em baladas super exclusivas.

Você pode saber mais sobre o Justice em outro posto do Bowling for Cake.

Fonte: Moose.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Francês em inglês

A França é mais conhecida pelos vinhos, pelos queijos, pela desvalorização da higiene pessoal e pela primeira dama Carla Bruni. A música francesa é pouco escutada por aqui, principalmente o rock francês, que é quase uma lenda urbana.
A barreira do idioma é uma das principais culpadas. O francês é gramaticalmente complicado e foneticamente difícil e foi substituído pelo inglês como língua universal. Desde então, Inglaterra e Estados Unidos tornaram-se os maiores exportadores de música do planeta e os franceses ficaram chupando o dedo e odiando cada vez mais qualquer um que não falasse com biquinho.
Para a sorte deles, teve gente que resolveu deixar o orgulho e as diferenças de lado (para quem não sabe, os franceses não são muito fãs dos ingleses e vice versa; uma relação que lembra a de nós, brasileiros, com nossos “hermanitos” argentinos) e começou a fazer música em inglês.

Na ativa desde 1993, o duo de mascarados do Daft Punk é conhecido internacionalmente como um dos principais nomes do house. Os verbos seguidos pelo pronome “it” repetidos exaustivamente na música “Techonologic” são, provavelmente, conhecidos por quatro de cinco cidadãos do planeta .

Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo – sim, esse é o nome do cara – se conheceram ainda na escola, em Paris.
Apesar da “idade avançada” da dupla, ela ainda é a favorita de adolescentes franceses e toca em festivais moderninhos como o Coachella e o Lollapalooza. Críticos, como o poderoso site Pitchfork, costumam definir suas apresentações com expressões como “um espetáculo robótico” e muitos elogios. Além disso tudo, os dois parisienses ainda podem se gabar por influenciar LCD Soundsystem.
Agora que a banda famosa já foi citada, chega a parte mais interessante: as mais desconhecidas para o grande público.

Justice não tem a fama de Daft Punk, mas não pode ser considerado desconhecida. Essa outra dupla também é de Paris e também faz música eletrônica, no entanto, mais marcada pelas distorções do electro. Xavier de Rosnay e Gaspard Augé se uniram em 2003 para fazer o remix da música “Never Be Alone” (da banda inglesa Simian) que depois, foi rebatizada de “We Are Your Friends” para um concurso de faculdade. Esse foi o ponta pé inicial para a assinatura de contrato com uma gravadora e para o sucesso nas pistas de dança e na internet.



Seu primeiro álbum, "†" – ou “Cross”, foi lançado em junho de 2007, pouco depois do single “D.A.N.C.E” que deve ter grudado no seu ouvido por semanas nessa época.
No último Grammy, a dupla foi indicada para “melhor gravação dance” - por “D.A.N.C.E” – e para “melhor álbum eletrônico/dance” – por "†".
Conhecidos pela imensa cruz que compõe o cenário de seu palco, continuam fazendo remixes, inclusive do já citado Daft Punk.

The Teenagers é um trio que também vem de Paris, mas “virou a casaca” e se mudou para Londres depois de assinar contrato com uma gravadora da cidade. Mas a localização não interessa, o que importa é que no natal de 2005, Micheal Szpiner, Dorian Dumont e Quentin Delafon estavam tão entediados que resolveram fazer a música “Fuck Nicole”. A popularidade foi conquistada através da internet, principalmente após o lançamento da sensacional “Homecoming” que fala sobre um casal sob dois pontos de vista: o dele (um cara fútil que só pensa no sexo) e o dela (uma garota fútil que pensa ter se apaixonado).


Segundo a bem humorada (e bem adolescente) banda, suas influências são sexo, amor, festa, vodka, verão, puberdade, Red Bull, ham rollz (um tipo de aperitivo feito de presunto) e garotas suecas. O nome da banda combina com as suas influências e com as suas músicas cujas letras são extremamente simples, criativas e descritivas. Os vocais praticamente falados em alguns momentos diferencia a banda do resto daqueles encaixados no tal do new rave.
Nada mais adolescente do que um ídolo. Michel, Dorian e Quentin são fãs de Scarlett Johansson e ela ganhou uma música só dela, “Starlett Johansson”.
Seu primeiro álbum, “Reality Check”, saiu no dia 12 de março, mas já tinha vazado na internet meses antes. Esses três franceses despontam quando o new rave está mais forte do que nunca e são um nome para não se esquecer.

Se estivéssemos nos Estados Unidos e só pensássemos em comida, Hushpuppies seria mais uma apetitosa opção para aumentar nosso colesterol. Ainda bem que esse não é o caso, ou se não, estaríamos perdendo ótimas canções – além do que, colesterol não é legal. Hushpuppies, a banda, surgiu em Paris, apesar de seus membros serem de uma pequena cidade no sul do país. Quatro deles já eram membros de uma outra banda – Likyds - que ganhou fama e prestigio na região, e que apesar da formação, em nada se parece com o atual Hushpuppies.

No início, a banda cantava em francês e já atraia pequenas multidões para as suas apresentações. Ao assinarem contrato com uma gravadora e começarem a gravar as músicas em estúdio, eles repararam que as canções em inglês eram as de melhor qualidade e aquelas que iriam garantir a maior quantidade de ouvintes.
Confortáveis com o novo idioma e com seu rock de garagem com um pé no electro e nos anos 60 (sim, verdade), a banda lançou seu primeiro cd “The Trapt”. A contagiante “You Are Gonna Say Yeah” faz com que você fique falando “yeah” por alguns dias e , por incrível que pareça, não se incomode nem um pouco com isso.
Dois anos e uma turnê praticamente ininterrupta pela Europa depois, os Hushpuppies lançaram em 2007 o seu segundo álbum - “Silence Is Golden” – que mostra que os adolescentes com sotaque do sul cresceram. Suas canções estão mais melódicas e pesadas e têm um equilíbrio maior de todas as suas influências.
Assim como The Teenagers curtem Scarlett Johansson, os Hushpuppies curtem a Kate Moss e o primeiro single tirado de “Silence is Golden” chama-se “Bad Taste And Gold On The Doors (I Want My Kate Moss)”.

Esqueça a os crepes e o Louvre, a música francesa (em inglês ou não) os supera.

Ps: Eu sei que eu já postei esse texto em outros lugares e já o usei como trabalho da faculdade, mas eu sou a favor da reciclagem. Me processe. [2]

Ps 2: Estou seriamente em fazer um post de título "Francês em francês" no futuro.

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